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Quando eu encontrar Lygia

Vai chegar o dia que eu vou encontrar Lygia Fagundes Telles. Vamos estar nós duas na livraria do Conjunto Nacional; eu vou estar olhando algum livro e me questionando se compro mais um quando já tenho uma pilha em casa. Ela vai estar procurando se distrair enquanto não dá a hora de encontrar algum amigo. A livraria vai estar vazia, não quero que tenha muita gente por perto, não. As poucas pessoas vão estar tão distraídas que não vão ver a ilustre senhorinha desbravando a loja. Mas eu vou ver. E vou ficar na dúvida se vou lá falar com ela. Talvez meu primeiro impulso seja até se esconder atrás da estante.

Quando eu começar a fazer as contas e perceber que é mais fácil ganhar na loteria que ver essa mulher de novo minhas pernas vão ganhar força. Aí eu vou agarrar uma cópia de Ciranda de Pedra e vou andar confiante em direção a Lygia. Claro que vou gaguejar e vou chamá-la de Lygigia. Ela vai me olhar e vai ficar sorridente, ela é sempre muito sorridente, mesmo com Clarice Lispector falando que ela não podia rir demais que as pessoas não levam a sério gente que sorri demais.

Eu vou falar que Ciranda de Pedra é o livro preferido da minha vida, e vou explicar o porquê, enquanto ela autografa para mim. Vou falar que adoro o conto d’O Dedo, mas o que eu mais gosto é o Depois do Baile Verde. E que eu comecei a escrever contos por causa dela. E vai ser nessa hora que, se eu tiver algum choro engasgado, as lágrimas vão começar a sair. Espero que eu esteja usando maquiagem à prova d’água nesse dia.

Vou tentar dar um abraço daqueles ótimos nela, e agradecer por ter me apresentado à Virgínia. Vou contar que estou tentando escrever uma história, que já recomecei várias vezes mas nenhuma delas deu certo. Ela vai me dizer para não ter pressa, ansiedade não é bom para escritores. Eu vou concordar.

Tudo isso vai acontecer muito rápido para o restante do mundo, mas para mim vai durar uma eternidade. Ela vai se despedir de mim e continuar andando pela livraria. Eu vou agarrar aquele livro assinado e ir para o caixa. O moço do caixa vai me perguntar “Quem é aquela senhora ali?”, meio sussurrando. E eu não vou conseguir falar, mas vou pegar o Ciranda de Pedra e apontar o nome da autora ali, com aquela cara de OHMEUDEUS. Ele vai entender depois de alguns segundos e vai ficar com aquela cara de MASGENTE e vamos ficar dando pulinhos juntos, cada um de um lado do balcão. Ele vai me dar um desconto mesmo sem eu pedir.
Vou sair daquele prédio tão atônita que vou para casa a pé, e ficar me segurando para não parar todo mundo na rua e mostrar o livro que eu comprei – e com desconto! Vai ser um dia incrível.

Cada um, cada um

Ela tinha me perguntado como era a sensação de estar apaixonada e ser correspondida. Pensei um pouco, tentando encontrar uma sensação que seja mais ou menos parecida. Então eu falei: é como se eu pedisse para ele escolher seis números e ele escolhesse exatamente os mesmo que eu. E depois a gente vai fazer o jogo da loteria e ganha.

Aí ela disse que mal podia esperar para se sentir assim também, enquanto pintava as unhas do pé de azul cintilante e soprava os dedos. O que ela ainda não sabia àquela altura é que cada amor é de um jeito. Meu primeiro, por exemplo, era como escrever em um caderno novo com um lápis bem apontadinho.

Então quando ela finalmente se apaixonar por alguém pode ser igual tomar sorvete numa noite de verão, ou chegar em casa em uma tarde de junho e ter um bolo assando no forno. Cada amor é de um jeito.

Sonho e sofrimento

Estava aqui pensando outro dia o quanto eu gosto de escrever, mas o quanto eu tenho preguiça. Fico ansiosa quando eu vou escrever. Tenho a história toda montada e quando eu vou escrever a cabeça para. O coração para. A respiração, principalmente ela, trava. Não é natural. É um coisa até meio forçada. E quando é forçado não é legal. E deveria acontecer naturalmente, certo?

Aí eu fico vendo essas pessoas onde escrever é uma coisa meio natural, um negócio que quase coincide com a existência, e penso. Se isso sai tão naturalmente para essas pessoas porque não é para mim? Falam que é prática, mas estou tentando há dois anos fazer com que a escrita seja uma coisa natural para mim e não vira.

Fui almoçar com uma amiga minha hoje e ela disse que se é sofrido não vale a pena. Sofrido já basta o que somos obrigados a fazer. Tirando isso, nada pode ser sofrido. Realizar um sonho não deveria ser sofrido. O ideal é tirar da vida o que é sofrimento. Então tiremos.

Mais um ano

Dezenove de março é dia de São José e todo mundo olha para o céu e torce para ter chuva. Se acontecer, significa que o inverno vai ser bom para quem planta. Em 2009, se não me engano, não choveu. Foi quando eu cheguei em São Paulo para nunca mais voltar. Fiz dessa cidade minha casa nova, depois de muito chororô e risada. Muito erro, mas muito acerto também.

Em 2009 não choveu e logo depois veio o inverno mais frio que eu já passei aqui nessa cidade. Talvez o inverno mais cruel da minha vida. Quando a gente se sente sozinha, mas sozinha de verdade, o frio castiga mais que o normal. Mas passou e logo voltou a fazer calor de novo.

Quando tudo pareceu perdido e irremediável, quando o coração ficou tão apertado que parecia que ia sufocar, me perguntei se estava mesmo no caminho certo. Mas logo as coisas se rearranjavam e eu voltava a ter fé na vida.

Presenciei uma série de pequenos milagres de toda natureza ao longo desses sete anos. Aprendi a confiar mais em mim e na minha intuição, que é um negócio que a gente não pode desmerecer. Virei adulta, virei dona de mim mesma. Do corpo, da alma. De tudo.

Ainda há muito o que fazer. Mas todo dezenove de março eu olho para trás e vejo como é lindo o desenho sinuoso do rio bravo que me trouxe até aqui. E sorrio.

Descoberta

Eu tenho a Julieta, esse personagem que chega em São Paulo e vive altas aventuras com uma turma do barulho. E há meses eu estou empacada com ela. Meses. O argumento está todo aqui, na minha cabeça. Já contei para minha terapeuta várias vezes. Pra amigos. Várias vezes. Mas a história empaca.

Então me dei conta de que falta um pouco mais de conflito nessa história. Não pode ser simplesmente a história de alguém que descobre que São Paulo é melhor que onde ela tava e pronto. Tem que ter pelo menos uma choradinha. E não tá tendo. E eu não consigo ficar feliz com a história.

Foi aí que eu me toquei: eu não quero que essa menina sofra. Eu não quero que Julieta sofra chegando aqui em São Paulo. Essa cidade é bem cruel com um monte de gente, mas é bem boa com um outro tanto. Por que Julieta não pode estar no segundo grupo?

Eu mesma respondo: porque sem choradinha não tem história. Ninguém quer saber de uma pessoa que chegou numa cidade nova e foi felizinha logo de cara. Então estou aqui tentando me libertar de Julieta, já que vou ter que fazer a menina sofrer um cadinho.

Aconteceu agorinha. Acabei de pensar isso.

O meu último dia com 30 anos

Dia 15 de janeiro eu fiz 31 anos. Foi ótimo, obrigada. Eu sempre acho importante o jeito que eu passo meu aniversário. Como se houvesse uma força cósmica que passa algum tipo de energia. Como se esse dia fosse dar o tom do ano todo.

Meu aniversário de 30 anos foi estranho. Foi exaustivo. Quando o dia terminou, fiquei feliz.Enquanto o ano passava, ele se revelava estranho, como aquele 15 de janeiro. Eu não sei bem o que foi. Talvez tenha sido um monte de coisas juntas. Então comecei a pensar como eu queria estar no meu aniversário de 31.

Pensei logo na praia, e cheguei em Búzios. Em junho eu fiz as reservas. Em agosto eu comprei as passagens. Estava tudo certo, era só ir e ser feliz na praia. E quando o ano ia passando esquisito, eu repetia e repetia pra mim mesma que eu ia passar meu aniversário em Búzios. Eu ia passar meu aniversário em Búzios e ia ficar tudo bem.

Acontece que, na hora de despachar minha mala de 13 quilos (eu não queria ser pega desprevinida), Mônica, a moça da companhia aérea, se distraiu. E foi assim que todos os meus biquinis (sim, no plural) e potes de filtro solar foram parar em Brasília. E eu me vi chegando na gloriosa cidade do Rio de Janeiro basicamente com a roupa do corpo e minha escova de dente.

Tentei ser prática: falei logo com as pessoas da empresa e eles foram supersimpáticos comigo. Tentei parecer madura e sorri o tempo todo. Mas a verdade é que eu queria gritar, me jogar no chão e chorar como aquelas crianças que a gente vê no supermercado. Parte boa: eles acharam minha mala e falaram que iam entregar no hotel. Parte ruim: ia chegar só lá pelo fim da manhã do dia seguinte.

Assim que cheguei em Búzios, fui atrás de lojas onde pudesse comprar coisas que ia precisar para o tal 15 de janeiro. Biquini, protetor solar, canga, um vestidinho para usar por cima da roupa de banho. Coisas que já tinha comprado meses antes e que estavam na mala. Ela, contudo, aparentemente achou mais interessante visitar a capital nacional ao invés de tomar chuva comigo em Búzios.
Sim, é claro que choveu. Sempre chove dia 15 de janeiro. Eu já deveria ter me acostumado com isso. Mas no fundo estava pedindo – nem sei para quem, talvez para a tal energia cósmica – que a tradição falhasse e eu acordasse na manhã seguinte com um sol daqueles bem incríveis. Obviamente isso não aconteceu.
Pelo menos a chuva parou logo e eu pude finalmente entrar no mar, coisa que não fazia desde o século passado, por uma série de motivos. Eu não sei explicar bem, mas eu sempre tive a sensação de que o mar tira tudo que existe de ruim por perto. Descarrega as energias e os pensamentos negativos. E só deixa o que é bom. Deve ser o sal. Deve ser aquele monte de bicho e de planta que mora ali. Não sei ao certo.
E comecei meus 31 anos assim, debaixo de chuva e banho de mar. Eu realmente espero que esse tanto de água tenha tirado tudo que andou me atrapalhando nos últimos tempos. E que esse ano não seja um ano esquisito.

Tá difícil

Ontem já não escrevi. O dia passou e quando me dei conta estava deitada na cama sem ter escrito uma linha. Hoje estou contando esse post aqui como “escrever”- será que conta?

Eu tenho tido problemas em fazer a ginástica. Meu corpo se nega a lidar com essa informação. “Como você se atreve a fazer isso comigooooo”, ele brada, enquanto dói por completo e me faz sentir a pior pessoa do mundo. Fico meio gripada uma vez por semana. Demoro a me levantar da cadeira por causa das dores musculares. Preciso dizer que escrever está quase igual. Minha mente não está conseguindo lidar com isso. E eu não consigo seguir em frente com nenhuma história. Nenhuma.

Histórias que eu não me identifico, histórias que tiveram tudo a ver comigo e minha vida, não importa. Empaco maravilhosamente em todas elas. Tenho várias histórias pela metade. Cheguei a pensar que eu deveria ser contista por não conseguir lidar com histórias longas, mas agora não consigo terminar nenhum conto.

Fico pensando se não deveria desistir, já que escrever não parece algo natural para mim. Quero recomeçar a bordar, mas fico com medo de tomar meu tempo livre, que deveria ser destinado à escrita. E fico com medo de tudo isso atrapalhar minha disposição e eu chegar cansada no trabalho. Eu sabia que não seria fácil, mas a cada dia tem chegado mais perto do impossível.

As pessoas não levam a sério o desespero que você sente por escrever. Se falo que não posso ir a algum lugar por precisar de escrever, a resposta é “mas você não pode escrever outra hora?”. Ninguém vê que escrever é um processo tão doloroso quanto arrancar um pedaço do seu fígado com um estilete escolar diariamente. E estar sorridente e bem disposta para trabalhar no dia seguinte. É muito difícil.

Eu já soube que vários escritores tinham outras profissões e escreviam apenas no seu tempo livre. Como eles conseguiam? Eles também ficavam doentes com o ar condicionado do escritório? Eles também tinham que fazer ginastica, para que as juntas demorem a começar a doer (só os músculos, por causa do exercício)?  É assim mesmo tão cansativo? Ou sou eu que estou fazendo um drama desnecessário?

Minha meta para 2016 é pensar pequeno

Nos últimos dias de 2015 comecei a procurar calendários para o ano novo. Encontrei esse lindo do Coisas Boas Acontecem, que já estou usando. Mas também encontrei esse outro, o Calendário do Escritor.

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Ele propõe que você estabeleça uma meta, que vai ser a minha meta do ano. Resolvi ser realista e estabeleci meia hora por dia. O dia que eu completar a meta, faço um X.

Já fiz X ontem e hoje. Estou feliz. Estou repensando a história do Nanowrimo, colocando a narrativa em outro ponto da linha do tempo. Acho que vai dar certo e vai ficar mais legal.

Vamos ver se pensando pequeno eu consigo terminar uma história ainda esse ano. :)

As melhores séries de 2015

Esse ano foi muito bom para quem assiste séries. Mesmo tendo diminuído a quantidade de shows que assisto, esse ano me deparei com um monte de série incrível. Então quis fazer meu top 10. Lá vai:

10 – Outlander: abertura maravilhosa. Personagem principal maravilhosa. Vem que é sucesso. É inspirado na série de livros da escritora Diana Gabaldon, que conta a história da Claire, enfermeira que se reencontra com o marido depois da Segunda Guerra e viaja com ele para a Escócia. Aí ela sem querer passa por um portal que a leva para 1743, bem no meio de uma guerra entre os escoceces e ingleses (uma coisa meio Coração Valente), enquanto seu marido a procura no século XX.

 

9 – BoJack Horseman: animação da Netflix que teve uma primeira temporada ok, mas veio com tudo nesse segundo ano. É sobre um cavalo antropomorfizado que fazia muito sucesso em uma série de TV dos anos 90 e agora vive em uma sequência de fracassos. Falou sobre depressão, feminismo e até citou o caso do Bill Cosby. Muita expectativa para a próxima temporada.


8 – Master of None: ótima série de comédia, com um humor que atinge bem que está ali nos 30 anos. Fala sobre família, legado, amor, trabalho, minorias. O que fazer da vida? Como honrar os sacrifícios que nossos pais fizeram por nós? Aziz Ansari, o Tom de Parks and Recreation, acerta muito em todos os episódios.

 

7 – Unbreakable Kimmy Schmidt: Tina Fey sendo maravilhosa. Kimmy é sequestrada quando adolescente e passa 15 anos num abrigo subterrâneo com um cara maluco e outras mulheres vítimas dele. Quando o esconderijo é descoberto e elas são libertadas, Kimmy resolve ficar em Nova York para recomeçar a vida. Lá ela conhece o único e maravilhoso Titus Andromedon, responsável pela incrível Pinot Noir.

6 – Sense8: oito pessoas completamente diferentes ao redor do mundo de repente começam a ver e sentir o que o outro vê. A única coisa que eles têm em comum é a data de nascimento. A série é linda e brilha muito em mostrar as similaridades e diferenças desse grupo de pessoas maravilhosas. É maravilhoso para falar sobre empatia.

5 – Jessica Jones: eu sou fã de Krysten Ritter desde quando ela era a vadia do 23. E agora ela surge maravilhosa, com todo o carisma que ela tem, segurando lindamente os episódios. E ainda tem o David Tennant sensacional como o vilão mais horrível de todas as histórias em quadrinhos. E o Mike Colter. E muita gente maravilhosa. Fala sobre trauma, abuso físico e psicológico, família, culpa. São episódios muito tensos, mas você quer logo ver porque a história vai te prendendo de um jeito muito louco. E a personagem principal é tão bem construída que ela até parece uma… pessoa.

 

4 – Halt and Catch Fire: eu sou muito fã desse começo da indústria dos computadores pessoais. As feiras de informática, os computadores de letra verde, os diquetes flexíveis, a tranquinha de fechar o drive. Tudo isso é muito familiar pra mim. Desde pequena eu tive computadores ao meu redor. E é sobre isso que essa série fala, sobre o começo da ~informática~ e sobre a geração pioneira. Sou fã incondicional da Cameron e da Donna. Muito ansiosa para a terceira temporada, que tudo indica que vai começar na Califórnia.


3 – Mad Men: a última temporada da história da Peggy. Esperei tanto por isso. E 2015 foi o ano que Mad Men acabou. Fiquei muito feliz de ter visto o final da história, mesmo tendo lá seus problemas.

 

2 – Transparent: gente, que texto maravilhoso. Que história. Que personagens. Jeff Tambor, o pai de Arrested Development, anuncia para a família que não vai mais se chamar Mort, e sim Maura. Arrepio só de pensar na delicadeza dos episódios. É lindo.

 

1 – Mr. Robot: uma série que não tem nada a ver com o que eu geralmente vejo, apesar de gostar muito do tema. Crítica ao capitalismo e ao sistema. Nem quero me prolongar porque não quero estragar, juro. Os episódios são lindos. E eu ADORO a Darlene, que mulher maravilhosa.

 

 

Ainda estão na lista de minhas preferidas desse ano: Broad City, Better Call Saul, Grace and Frankie, Bloodline, Downton Abbey.

Queria muito ter visto esse ano, mas não rolou: Empire, The Americans, You’re the Worst, Parks and Recreation. Talvez em 2016 consiga tirar o atraso. Espero que seja um ano produtivo.

E que venha muitas outras séries incríveis para se descobrir. :)

 

O ano que fiz 30 anos

2015 no Instagram @anamartins

2015 foi o ano que eu completei 30 anos. Isso é ser quase adulto, acho. Ou talvez ser quase velha. Posso ser quase considerada uma pessoa vivida.

Talvez seja por isso que esse tenha sido o ano do quase. Quase viajei no carnaval. Quase cheguei aos 66 quilos. Quase fui para os Estados Unidos pela primeira vez. Quase tirei férias. Quase terminei um livro. Quase fiquei louca.  Quase achei que não ia dar pra continuar. Ainda temos uns 2 dias aí, mas falando pelos outros 363, foi meio isso.

Muita coisa quase aconteceu. Talvez seja por isso que tenho tantos planos para 2016. Se tenho medo de que eles não aconteçam? Sim, fico petrificada só de pensar. Dá aquele friozinho na barriga só de imaginar tudo acontecendo de novo – ou melhor, quase acontecendo. Mas inesperadamente, estou preferindo me manter positiva.

2016 vai ser o ano que eu vou para a praia. Vai ser o ano que eu vou fazer 3 (três!) tatuagens novas. Vai ser o ano que eu espero sair do país pela primeira vez. Vai ser o ano que farei 31 anos. E isso já é bem adulto, acho. Nada vai ser mais em cima do muro. Nada vai ser quase. Vai ser tudo muito. E tudo muito bom, espero.